Setembro
Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) do CNPq, localizado no Rio de Janeiro, consegue acesso à Bitnet, por meio de uma conexão de 9.600 bps (bits por segundo) estabelecida com a Universidade de Maryland.
Novembro
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) liga-se à Bitnet e à Hepnet (High Energy Physics Network), por meio de uma conexão de 4.800 bps com o Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), em Chicago, Estados Unidos. Nesse contexto, foi decisiva a atuação do professor Oscar Sala, da Universidade de São Paulo (USP). Na época, o professor Sala era o presidente do Conselho Superior da Fapesp e, nessa qualidade, foi instrumental para interessar a Fapesp a apoiar as redes de comunicação e também a incentivar a comunidade acadêmica do país na adoção desse recurso.
Maio
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também se liga à rede Bitnet, a 4.800 bps, por meio de uma conexão com a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). É o terceiro ponto de acesso ao exterior das redes de comunicação que começam a ser construídas no país. [8]
Secretaria Especial de Informática (SEI) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) -- responsável pela política industrial do governo para informática -- defende o uso de um tipo de arquitetura de rede conhecido como OSI (Open Systems Interconnect) para uma eventual rede nacional de comunicações. Uma alternativa à arquitetura OSI que, na época, começava a ganhar força era o padrão TCP/IP (que hoje predomina nas redes locais e na Internet).
Julho
18 Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), fundado em 1981 pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e pelo economista Carlos Alberto Afonso, coloca em operação o Alternex. É o primeiro serviço internacional de correio e conferências eletrônicos do país operado por uma entidade privada (já utilizando o sistema básico que depois comportaria sua integração à Internet).
Setembro
A comunidade acadêmica, com o apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), cria a Rede Nacional de Pesquisa (RNP). [7] A RNP foi o resultado de uma iniciativa que envolvia, além do CNPq, o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e a Fapergs (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul). O objetivo da RNP era desenvolver infra-estrutura de rede no âmbito federal (interestadual) e internacional, sem se envolver nos Estados, onde iniciativas complementares deveriam ser estimuladas.
1990:
Secretaria Especial de Informática (SEI) é transformada no Departamento de Política de Informática (DEPIN) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e tem seus poderes restringidos. A oposição explícita aos protocolos da Internet deixa de ser feita.
Maio
Consórcio de entidades civis de diversos países, incluindo o Ibase, funda a Associação para o Progresso das Comunicações (APC). O objetivo era apoiar o desenvolvimento de sistemas de troca de informações via computador e facilitar a conexão internacional desses sistemas.
Setembro
Elaborado projeto para uma rede regional no estado do Rio de Janeiro ligada à Internet e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). [3]
Novembro
Membro da Coordinating Committee for International Research Networks (CCIRN) visita o país para avaliar a possibilidade de instalação de múltiplas conexões Internet entre o Brasil e os Estados Unidos.
1991:
Em 1991 inicia-se a chamada Fase I da RNP, dedicada à implantação da espinha dorsal da rede que interligaria 11 capitais do país com conexões dedicadas a velocidades de 9.600 a 64.000 bps. Em paralelo à implantação de sua estrutura, a RNP dedicou-se a tarefas diversas -- tais como divulgar os serviços de Internet à comunidade acadêmica por meio de seminários e treinamentos --, estimulando a formação de uma consciência acerca da importância estratégica das redes de comunicação para o país.
A estratégia adotada para a implantação da RNP seguiu o modelo usado pela National Science Foundation (NSF) dos Estados Unidos. O backbone seria constituído por três níveis: o nacional, o regional e o institucional. O primeiro, financiado pelo governo federal, seria responsável por manter o backbone nacional com um ponto de presença da Internet em cada estado. O segundo, financiado pelos governos estaduais (em conjunto ou isoladamente), deveria promover a conexão das instituições de sua própria região. No nível institucional, cada universidade ou centro de pesquisa seria responsável por interligar e custear as redes existentes em seu campus.
Estabelecida conexão entre o LNCC e a Fapesp, interligando os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Fevereiro
Fapesp aumenta sua conexão à Internet para 9.600 bps e começa a transportar tráfego IP, além de Decnet e Bitnet. Essa foi a primeira conexão à rede mundial realizada no Brasil. Desde então, a Fapesp encarregou-se da administração do domínio "br" e da distribuição dos números IP no país.
As conexões de Internet (IP) são estendidas a um número pequeno de instituições nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais por meio de linhas privadas de baixa velocidade (entre 2.400 e 9.600 bps) ou por meio da Renpac (Rede Nacional de Pacotes).
Nenhum comentário:
Postar um comentário