As tais compras coletivas foram grandes impulsionadoras do e-commerce no Brasil. Você se depara com uma chance quase irrecusável de se hospedar em hotéis, comer em bons restaurantes, relaxar em uma clínica estética, assistir a um espetáculo, entre os mais diversos produtos e serviços a preço de banana. Assim, fica bem mais difícil resistir à insegurança de comprar pela internet, não é mesmo?
Estes são os sites de compra coletiva. Obtendo um grande grupo de interessados em determinada oferta, esses sites fecham parceria com diversas empresas para comercializar, em forma de varejo, oportunidades em preço de atacado – o investidor atrai novos compradores, o consumidor paga menos e o site fica com uma parte da transação. Ao oferecer descontos massivos durante curto período de tempo, estes sites se tornaram febre na rede.
O pioneiro no mercado brasileiro foi o Peixe Urbano. “A filial brasileira apresentou o maior crescimento em todo o mundo”, destaca Funis, diretor da empresa. “Esses fluxos mostram que esta é uma direção natural que o comércio está tomando. Esse tipo de modalidade permite que empresas que tinham dificuldade de investir no e-commerce, passem a explorá-lo”, enfatiza o diretor. Apesar do volume de sites em funcionamento, segundo relatório da empresa de consultoria e-bit, as marcas mais lembradas pelos internautas são Groupon, Peixe Urbano e ClickOn.

Os resultados mostram que o segmento caminha para a consolidação. O próprio Facebook já criou seu próprio modelo de compra coletiva e ensaia sua entrada neste mercado. O “Buy With Friends”, por enquanto, só vende jogos da rede, mas pode atingir patamar do GroupOn. O site até inventou sua moeda oficial, chamada “Facebook Credit”.

As compras coletivas já podem ser efetuadas até pelo Iphone. O site brasileiro de comércio eletrônico Clube do Desconto já desenvolveu um aplicativo gratuito para a realização das compras. O usuário faz download na loja online da Apple, o aparelho localiza a cidade na qual a pessoa se encontra e então exibe as ofertas do dia automaticamente.

Segundo o Ibope Nielsen, este mercado cresce a um ritmo de 30% ao mês, em media, assemelhando-se ao crescimento do comércio eletrônico geral. Recentemente, o GroupOn recusou uma oferta de 5 bilhões de dólares feita pelo Google. Em todo o mundo, poucas vezes se viu tanta pretensão sobre um segmento do e-commerce.
Nenhum comentário:
Postar um comentário