O maior desafio para a Cable News Network, o canal de notícias americano mais conhecido pela sigla CNN, hoje, não são as novas emissoras dedicadas à informação 24 horas, e sim as redes sociais como Facebook e Twitter, admitiu o presidente de uma das mais respeitadas empresas de mídia do mundo, nesta quarta-feira.
A competição que eles realmente temem são os sites de relacionamento social, disse Jon Klein, durante a conferência de mídia Bloomberg BusinessWeek 2010, celebrada em Nova York. As redes sociais hoje são vistas como uma alternativa que ameaça afastar as pessoas dos canais de notícias.
"As pessoas de quem você é amigo no Facebook ou que você segue no Twitter são fontes confiáveis de informação", explicou Klein. "Você clica em links que elas te enviam e confia nelas", acrescentou. "Bem, nós queremos ser o nome mais confiável quando o assunto é notícia", continuou.
E por isso, "não queremos que as mil pessoas que você segue no Twitter sejam as fontes mais confiáveis para você". "É um desafio e nós temos que responder a ele", afirmou Klein.
"Por isso, estou muito mais preocupado com as 500 milhões de pessoas que estão no Facebook do que com os dois milhões que assistem à Fox", a maior concorrente da CNN. O executivo disse que a "missão" de sua emissora é trazer as redes sociais e outros usuários da internet a se conectar de alguma forma à CNN. Além de expandir seus domínios na rede com notícias e vídeo, a CNN está voltada também para serviços via celular, explicou Klein.
"Os serviços on-line são uma área em expansão para nós, os serviços via celular têm enorme potencial de crescimento e o serviço doméstico a cabo nos Estados Unidos já é uma área de desenvolvimento", acrescentou. "Há muito espaço para onde expandir", emendou.
"Estamos em muitos lugares e eu acho que este é o modelo que pode funcionar bem para nós", afirmou. "Todo mundo no ramo da mídia busca ativamente por múltiplas fontes de lucro, isto não é segredo", acrescentou. Para Klein, que assumiu o cargo de diretor de operações da CNN nos Estados Unidos em 2004, depois de trabalhar na rede CBS, com a explosão das novas mídias e da internet, estar no local de um acontecimento não é mais o suficiente.
"Simplesmente estar lá costumava ser grande coisa", afirmou. "Hoje em dia, precisamos dar mais do que simplesmente chegar lá", continuou.
"Aprofundar e fazer análises é mais complicado", disse. "Exige mais capacidade mental, mais trabalho, pensar mais o trabalho, exige mais criatividade", elencou. "As pessoas acompanham rapidamente o que acontece hoje", afirmou. "Você precisa dar a elas mais detalhes sobre o que está acontecendo. E aí que nós vamos trabalhar para continuar a fazer a diferença", concluiu.
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